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Entrevista com Martinho Lutero

Esta é uma entrevista fictícia feita com o reformador alemão Martinho Lutero (1483-1546) na cidade de Wittenberg, no ano do lançamento da primeira edição da Bíblia por ele traduzida (1534).

Embora fictício, o texto é baseado na história. As respostas oferecidas pelo mais famoso vulto da Reforma Religiosa do século 16, que aparecem entre aspas, são da autoria dele mesmo e foram retiradas de seus próprios escritos, reunidos no volume 5 de “Martinho Lutero — Obras Selecionadas”, publicado no Brasil em 1995.

Nesta entrevista, o leitor perceberá que os problemas sociais de hoje são iguais aos da Europa de 500 e poucos anos atrás, inclusive na constatação de que os ricos tornam-se cada vez mais ricos e os pobres, cada vez mais pobres, no Brasil, nos Estados Unidos e em quase todos os demais países. O entrevistado é chamado de “doutor” porque assim se dirigiam a ele. Seu doutorado em Escrituras Sagradas foi obtido na Universidade de Wittenberg em outubro de 1512, um mês antes de ele completar 29 anos.

Repórter – O doutor publicou o “Pequeno Sermão sobre a Usura”, no final de 1519, e o “Grande Sermão sobre a Usura”, no início do ano seguinte. Qual a diferença entre os dois tratados?

Lutero – Não fui eu quem os chamei de “pequeno” e “grande”. São duas edições de um mesmo opúsculo. A única diferença entre um e outro é que o tratado de 1520 é uma reedição consideravelmente ampliada do tratado anterior. A segunda edição do “Sermão sobre a Usura” foi lançada por causa da repercussão que o escrito teve aqui em Wittenberg e em Leipzig.

Repórter – Qual era a sua idade na época?

Lutero – Eu tinha acabado de completar 36 anos. Era professor de Bíblia na Universidade de Wittenberg e ainda não havia sido excomungado pelo papa.

Repórter – O que o levou a escrever sobre comércio e usura?

Lutero – Desde a metade do século passado, está havendo uma grande expansão da manufatura, principalmente na fabricação de armas, tecidos, vidros e metais. O acúmulo de capital experimenta um crescimento enorme. Com a descoberta e a colonização do Novo Mundo, o comércio tem se expandido descontroladamente. O que se vê hoje é o empobrecimento progressivo de famílias com rendimentos modestos e o enriquecimento excessivo de poucos. A poderosa casa bancária dos Fugger, em Augsburgo, por exemplo, está financiando a invasão e a conquista da América. Foram eles quem bancaram a candidatura de Carlos V, sucessor do imperador Maximiliano I. “É preciso saber que, em nossos dias, a ganância e a usura não apenas se instalaram imensamente em todo o mundo, mas que alguns também se atreveram a descobrir alguns subterfúgios sob os quais podem praticar livremente sua maldade sob o manto da justiça. Chegamos quase ao ponto de já não fazermos mais nenhum caso do santo Evangelho. Escrevi esses sermões e outros, porque é necessário que, nestes tempos perigosos, cada qual se previna e proceda com discernimento no trato com bens temporais, observando com atenção o Evangelho de Cristo, nosso Senhor.”

Repórter – O doutor crê que esses sermões sobre a usura vão surtir algum efeito?

Lutero – “Creio até que este meu escrito será quase em vão, uma vez que a desgraça se instalou profundamente e tomou conta em toda parte. No entanto, tenho sido solicitado e exortado a tratar destas questões financeiras e pôr a descoberto algumas delas — embora muitos preferissem que não o fizesse — para que pelo menos alguns, por menor que seja o número, sejam resgatados da voragem e goela da ganância. Provavelmente alguns que pertencem a Cristo, preferem ser pobres com Deus a serem ricos com o diabo, como diz o Salmo 37.16. Por amor a esses, portanto, precisamos falar.”

Repórter – O doutor está afirmando que o cristão não deve exercer a profissão de comerciante?

Lutero – “Não se pode negar que comprar e vender são atividades necessárias. Não podem ser dispensadas, mas podem ser praticadas de forma cristã, especialmente em relação às coisas necessárias e honrosas. Os patriarcas venderam e compraram gado, lã, cereais, manteiga, leite e outros bens. São dádivas de Deus, que Ele concede da terra e reparte entre os seres humanos. No entanto, o comércio exterior, aquele que traz mercadorias de Calcutá, da Índia e de outros lugares estrangeiros, não deveria ser permitido. Esse comércio traz seda preciosa, ourivesaria e especiarias, que somente servem de ostentação e não têm utilidade, sugando o dinheiro do país e das pessoas.”

Repórter – No seu modo de entender, existe alguma regra que disciplina a ganância?

Lutero – “Os comerciantes têm uma regra comum entre si, que é seu lema principal e fundamento de todo negócio. Eles dizem: “Posso vender minha mercadoria tão caro quanto puder”. Acham que este é um direito deles. Aí se dá espaço à ganância e se abrem todas as portas e janelas para o inferno. Desta maneira o comércio não pode fazer outra coisa, senão pilhar e furtar as posses dos outros. A regra não deveria ser: ‘Posso vender minha mercadoria tão caro quanto puder ou quiser” mas “Posso vender minha mercadoria tão caro quanto eu devo ou quanto é correto e justo’. A forma mais adequada e segura seria que a autoridade governamental nomeasse pessoas sensatas e honestas que avaliassem todos os tipos de mercadoria quanto a seus custos e estabelecessem, a partir daí, o preço máximo que elas deveriam custar. Nós, alemães, porém, temos que beber e dançar e não podemos dedicar-nos à elaboração de tal regulamentação.”

Repórter – No “Sermão sobre a Usura”, o doutor condena a prática da fiança, pela qual alguém abona uma obrigação alheia. Pode comentar o assunto?

Lutero – “Mesmo que a fiança pareça isenta de pecado e uma virtude de amor, ela geralmente arruína muitas pessoas, infligindo-lhes prejuízo insuperável. O rei Salomão proibiu essa prática em diversas ocasiões, como se pode ver em Provérbios (6.1-5; 20.16; 22.26 e 27.13). A Escritura prescreve que não se deve confiar em pessoa alguma, nem fiar-se nela, mas somente em Deus. Pois a natureza humana é falha, frívola, mentirosa e incerta, como diz a Escritura e como também a experiência o ensina diariamente.”

Repórter – O doutor nunca se tornou fiador de alguém?

Lutero – Bem, lembro-me de ter sido fiador de algumas pessoas necessitadas que obtiveram crédito na caixa comunitária em Wittenberg. Por causa disso cheguei a dever 100 florins no ano de 1527. Fui obrigado a penhorar três taças pelo valor de 50 florins. Aflito, pedi desculpas a Deus pela minha imprudência e roguei que Ele me libertasse novamente.

Repórter – 100 florins é muito dinheiro?

Lutero – Com menos da metade desse valor eu posso comprar um terreno na periferia de Wittenberg. Nós, professores da universidade, estamos ganhando entre 100 e 200 florins por ano.

Repórter – O doutor declara que o comércio está cheio de “diversos expedientes malignos” e “truques financeiros perniciosos”. Pode explicar melhor?

Lutero – Nada me custa “relatar aqui algumas dessas espertezas e fraudes que eu mesmo observei, ou que me foram denunciadas por corações bons e honestos. Em primeiro lugar, alguns não têm problema de consciência em vender sua mercadoria mais cara a prazo do que à vista. Eles nem aceitam vender mercadoria à vista, mas apenas a prazo, só para terem lucro maior. Em segundo lugar, existem aqueles que vendem sua mercadoria acima da cotação da praça. Elevam os preços só porque sabem que essa mercadoria não existe mais na região ou dentro de pouco não mais será fornecida. Eis aí um olho malicioso da ganância, que se fixa na necessidade do próximo, não para supri-la, mas somente para aproveitar-se dela e enriquecer-se com o prejuízo do próximo. São todos uns ladrões, assaltantes e agiotas públicos. Também existem os que compram todo o estoque de algum bem ou mercadoria numa região ou numa cidade para tê-lo em seu exclusivo poder e então fixar o preço, elevá-lo e vender tão caro quanto queiram ou possam. Quando não conseguem estabelecer seu monopólio, porque há outros que também dispõem da mesma mercadoria e dos mesmos bens, eles passam a oferecer sua mercadoria tão barato, que os concorrentes não conseguem acompanhar, forçando-os assim a deixar de vender ou a se arruinarem, vendendo tão barato quanto aqueles. Na verdade, não haveria necessidade de relatar esses abusos, mas eu os incluo para que se veja quanta malandragem existe nos negócios comerciais, e para que todos saibam o que se passa no mundo e se acautelem contra essa categoria perigosa.”

Repórter– O mesmo Salomão, que o doutor citou há pouco, condena as balanças desonestas e os pesos adulterados (Pv 11.1; 20.23). Há esse problema na Alemanha?

Lutero – “Não há mercadoria da qual não se saiba tirar vantagem na medida, na contagem, na vara métrica, no volume ou peso. Às vezes dão uma cor que ela não tem por si mesma. É uma fraude atrás da outra. Até falência fraudulenta existe. Os que a cometem costumam se esconder num convento até a poeira assentar. Tudo fede a ganância, tudo está afogado e mergulhado num grande mar de lama. Já não tenho mais esperanças de que se possa melhorar tudo isso. Na verdade, tudo está tão sobrecarregado com maldade e fraudes, que deixa de ser sustentável a longo prazo, tendo que ruir por si mesmo.”

Repórter – Quem rouba mais: os ladrões de estrada ou os comerciantes desonestos?

Lutero – “Os comerciantes roubam todo o mundo diariamente enquanto um cavaleiro pirata assalta um ou dois uma ou duas vezes por ano.”

Repórter – E o governo não faz nada?

Lutero– “Reis e príncipes deveriam cuidar disso e coibi-lo com justiça rigorosa. Porém ouço que eles são farinha do mesmo saco. As coisas acontecem como em Israel na época do profeta Isaías: ‘os seus chefes são bandidos, cúmplices de ladrões, todos eles gostam de suborno, correm atrás de presentes’ (Is 1.23). Enquanto isso mandam enforcar ladrões que furtam um ou meio florim, e transitam com aqueles que saqueiam o mundo inteiro e roubam mais que todos os outros. Assim se confirma o adágio: ‘Os ladrões graúdos enforcam os miúdos’. Ou, como dizia o senador romano Catão: ‘Os ladrões pequenos estão em grilhões nas cadeias, mas os ladrões notórios trajam ouro e seda’.”

Repórter – Como vivem os pobres hoje na Alemanha?

Lutero – Nossas cidades estão sendo invadidas por mendigos itinerantes em busca de auxílio de instituições de previdência social urbanas e eclesiásticas. Os pobres querem pelo menos a oportunidade de esmolar num meio com maior concentração urbana. Desde o final do século passado, as cidades européias vêm sofrendo as conseqüências do crescente empobrecimento de um contigente considerável da população.

Repórter– O doutor espera algum juízo da parte de Deus?

Lutero – “Deus fará o que diz através do profeta Ezequiel: ‘Como se ajunta prata, cobre, ferro, chumbo e estanho dentro de uma fornalha e se atiça o fogo para derretê-los, assim vos ajuntarei no furor da minha cólera e vos colocarei dentro para vos fundir’ (Ez 22.20). Deus fundirá príncipes e negociantes, um ladrão com o outro, como chumbo e estanho, como quando se incinera uma cidade, de modo a não sobrarem nem príncipes nem comerciantes. Tudo isso, temo eu, está prestes a acontecer, porque, de qualquer forma, sequer estamos pensando em nos corrigirmos, por maior que seja o pecado e a injustiça. Assim ele também não pode deixar impune a injustiça. Sei muito bem que o que estou dizendo não vai agradar. Talvez ignorem tudo e continuem do jeito que são. Eu mesmo, porém, estou desculpado e fiz minha parte, para que, quando Deus vier com o açoite, se enxergue que o merecemos com justiça. Se com isso eu tiver instruído ao menos uma alma, resgatando-a da voragem, não terei trabalhado em vão.”

Repórter – No início desta entrevista o doutor fez menção da casa bancária de um certo Fugger, de Augsburgo. Quem é ele?

Lutero – Jacó Fugger nasceu 24 anos antes de mim. Ele enriqueceu a partir de empreendimentos no setor da mineração de prata e cobre nas regiões do Tirol e da fronteira húngaro-eslovaca. Fugger provocou a falência das empresas de extração de cobre e as comprou por preço irrisório. Colocou em situação de dependência os governantes desses territórios, financiando seus empreendimentos. Ao morrer, em 1525, deixou cerca de 2 milhões de florins. Parte desse dinheiro tem sido usada por seu sobrinho Anton Fugger para bancar expedições de invasão, conquista e colonização por europeus na América do Sul, México e Índia, empreendimentos que têm trazido, em alguns casos, lucros de até mil por cento.


Referências:
Martinho Lutero — Obras Selecionadas. vol. V. Tradução de Walter O. Schlupp, Ilson Kayser e Walter Altmann. (Editora Sinodal e Concórdia Editora).

Catecismo Menor de Martinho Lutero. 6. ed. (Editora Sinodal).

Fonte: http://www.ultimato.com.br

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Escrito por Mario Jr às 14h20
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Os Dez Mandamentos do bom professor


Em 15/07/2010

Esses mandamentos foram construídos para o professor do Ensino Básico brasileiro (caso ele ganhasse, no mínimo, 21 reais a hora aula)

1. Ter o domínio do que pretende que seja aprendido. Há um ditado popular que diz “que quem não sabe ensina”. O bom professor prova que esse ditado está errado, só quem realmente sabe, ensina de modo efetivo a ponto do aprendizado ser completo. O aprendizado se dá não se o estudante sabe repetir enunciados sobre o que ouviu, mas se, de acordo com os conteúdos que foram ensinados, opera com eles em sua vida por meio de comportamentos e hábitos que passa a ter, e que antes não tinha.

2. Ter a capacidade de se colocar no lugar do aluno, ouvindo-o e levando-o a sério. Muitos adultos, pais e professores fazem “café com leite” das crianças. Jogam com eles através de artifícios. Esses artifícios começam cedo, quando elas são pequeninas (deixando-as ganhar em jogo que elas não entendem etc.) e, depois, erradamente, se mantém na escola. Eis então que toda a arte da conversação se torna falsa e mais falsa ainda quando a didática é artificial. O aluno percebe logo que esses adultos vivem na artificialidade e, então,  identificam também no professor e na escola essa situação “de brincadeirinha”, ele ou se revolta ou se adapta de modo pouco produtivo ou aparentemente produtivo.

3. Saber convencer. O bom professor é alguém que “vende o seu peixe” ou “ganha o aluno para o seu negócio”. Não se ensina por meio de frases doutrinárias ou textos excessivamente posicionados que se negam a oferecer boas razões do que defendem. A conversação em sala de aula é um “dar e receber razões”. O professor é uma pessoa persuasiva ou não é professor. Mas a persuasão do professor não é qualquer uma, ela é feita por mostrar razões e ele ensina por meio de solicitar razões.

4. Ser razoável. Uma das coisas mais difíceis para o professor é ser razoável. Em geral ele ou cria situações que são impossíveis do aluno cumprir, que ele próprio, professor, não conseguiu e não conseguiria cumprir em situação normal, ou então ele adota a postura de “passar a mão na cabeça”, tomando os alunos como incapazes e facilitando o serviço deles para além da conta. Na sala de aula o professor faz o jogo de “dar e pedir razões” quanto ao conteúdo, mas na postura geral quanto aos alunos vale sua capacidade de ponderar, perante si mesmo, se ele realmente é uma pessoa razoável ou apenas alguém inconseqüente.

5. Ter grande percepção de si mesmo. O bom professor é um analista de si mesmo. Estou bem vestido para ir dar aula? Minha voz é boa? Estou atento aos alunos ou sou desleixado? Sou capaz de admitir quando erro? Gosto da atividade de professor? Tenho capacidade de não me deixar levar por impulsos meus, e inclusive por complexos psicológicos? Tenho mesmo a capacidade de ajudar os alunos ou sempre acho que há algum caçoando de mim, e quero prejudicá-lo. Trabalho antes por vingança contra aluno que por entender que faço parte de um grupo de elite que é “formador de opinião”? O professor que não consegue ser sincero para si mesmo diante dessas perguntas, que não consegue se preparar com isso, nunca será um bom professor. Preparar a aula é, antes de tudo, preparar a si mesmo.

6. Ter capacidade de compreender a profissão. O bom professor conhece a dimensão pedagógica, política e sindical de sua profissão.  Na dimensão pedagógica, ele é alguém que não se admite despreparado para uma aula. Se não sabe, busca aprender. Na dimensão política, ele sabe que é um cidadão com o qual a sociedade conta como mais qualificado que outros, que é dele que se espera a vinda das idéias para as melhores mudanças. Na dimensão sindical ele mostra conhecer a legislação que rege o ensino e também a que rege a sua própria carreira. Está sempre pronto para atuar na articulação entre necessidades sindicais e necessidades pedagógicas. Não é bom professor aquele que nunca leu um bom manual de filosofia e história da educação brasileira.

7. Ser um leitor consciente. O bom professor não tira a cópia Xerox e nem incentiva o Xerox que, aliás, é crime. Ele valoriza o livro, educa seus alunos para terem uma mini-biblioteca, a freqüentarem livrarias presenciais ou virtuais. Fomenta o gosto pela leitura e, principalmente, ensina seus alunos a ler no sentido da ampliação do texto, não no sentido do “fichamento” ou “resumo”. Ele próprio é um leitor atento para todas as variáveis do texto, para o autor, jamais opinando somente porque leu o título ou fazendo do texto um pretexto para falar sobre outro assunto que não aquele que diz comentar. O professor de “cabeça cheia”, ou seja, aquele que só tem uma idéia e tudo que lê absorve segundo aquela idéia, gerará alunos frustrados ou então alunos limitados como ele.

8. Ser um desbravador criativo. Alunos são crateras ferventes, em vários níveis. Na adolescência, o vulcão entra em erupção. O professor não deve temer isso. Ele também foi criança e jovem. Não pode temer o seu passado. Deve compreender suas angústias e verificar se conseguiu superá-las. Caso tenha conseguido, poderá indicar caminhos para os alunos. Caso não tenha conseguido, deve se precaver para não perder o auto-controle diante dos problemas dos alunos que, enfim, o fazem lembrar que ele também não superou sua adolescência. Em um determinado nível, nunca somos adultos. No entanto, como professores, devemos saber quando é que o problema do aluno é o nosso, e como que não podemos nos perder nessa possível confusão. A conversa com os jovens fora da sala de aula, tentando compreendê-los, pode manter a profissão em seu exercício possível, diário, difícil, às vezes até perigoso. Entrar em novos campos exige capacidade criativa. Enfrentar a vida é para quem tem imaginação.

9. Ser capaz de fazer do aprendizado uma tarefa coletiva e desafiadora. A pior situação que o professor pode criar é aquela em que ele não consegue mostrar que os problemas que irá tentar resolver em sala de aula, durante o ano letivo, não são só dele ou “da escola” ou “para cumprir etapa”. Os problemas são problemas de todos. São desafios que devem ser postos para toda a classe que o professor tem diante de si e para ele mesmo. Posto um problema, o professor deve convidar os alunos a enfrentá-lo junto com ele, pois se trata de um problema de todos – real problema de todos. Ninguém escapa de problemas que se universalizam e que, por isso, são também particulares, que estão acontecendo com cada um de nós. Compreendido isso, então o problema ou “a matéria” se torna um desafio interessante e válido para o estudante. Do mesmo modo que ela o é para o professor – ou deveria ser.

10. Ser curioso. O professor é curioso ou não é nem nunca será professor. O professor que toma o assunto que irá ensinar não problemático, sem algo que desperte sua curiosidade e, então, seja capaz de aguçar a curiosidade do aluno, inclusive sua imaginação, não tem qualquer habilidade para ser professor. Deve desistir.

©2010 Paulo Ghiraldelli Jr. filósofo, escritor e professor da UFRRJ



Escrito por Mario Jr às 13h38
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Diga adeus à ansiedade na entrevista de emprego

Especialistas ensinam cinco passos para controlar o medo e o frio na barriga durante um processo seletivo

Talita Abrantes, de EXAME

 

São Paulo - As mãos ficam ora geladas, ora trêmulas. O tempo todo, encharcadas de tanta ansiedade. O coração parece querer pular pela garganta. Falta ar para completar as respostas. Com sintomas assim, é quase impossível mostrar-se interessante o suficiente para conquistar uma oportunidade de emprego.

"A sociedade é refém de suas emoções e não é controladora delas", afirma Orlando Pavani Jr, CEO da consultoria Gauss Consulting. No entanto, segundo ele, algumas técnicas e cuidados antes e durante as etapas do processo de seleção são suficientes para colocar as rédeas nessa avalanche de sintomas.

Confira abaixo e nas próximas páginas os cinco passos para conquistar o equilíbrio emocional durante a entrevista de emprego:

1.    Conheça a si mesmo. Avalie a oportunidade

A estratégia número 1 para dar um baile no gelo na barriga na hora da entrevista é ter  consciência sobre as próprias habilidades profissionais e pessoais. Esse é o momento para ser honesto consigo mesmo e com os critérios que definiu para construir a própria carreira.

De nada vale apostar em uma oportunidade de emprego que não seja coerente com o seu perfil profissional. De acordo com Pavani Jr, candidatos que não possuem as características exigidas pela empresa têm mais chances de ficar ansiosos durante a entrevista de emprego. 

"A ansiedade é reduzida quando a pessoa tiver clareza de que ela precisa mostrar exatamente o que ela é", diz. Até porque, pondera, candidatos que fingem ter determinadas características durante o processo de seleção têm grandes chances de encarar um processo de demissão no futuro - exatamente por não se adequar ao perfil esperado pela empresa.

A dica é avaliar bem o seu grau de compatibilidade com a empresa e com o cargo oferecido. Se o grau de afinidade for alto, siga em frente. "A pessoa precisa entrar na sala com a convicção de que realizou tudo corretamente ao longo da carreira", explica a psicóloga Nany di Lima.

Por isso, antes da entrevista vale fazer uma espécie de check-up de toda a sua trajetória profissional. Avalie seus resultados. Nomeie seus pontos fortes. Elabore argumentos que mostrem o quanto preparado para aquela oportunidade você está.

2.    Atenção às preliminares

Entrevista de emprego pede preparo, mas isso não significa que você deve virar a noite revisando todos seus resultados ou as políticas da empresa. Uma boa noite de sono é uma excelente pedida para quem, no dia seguinte, vai encarar um processo decisivo para a carreira.

Além disso, fique atento para a alimentação. Prefira alimentos leves e beba muito líquido. "Por mais animado que você esteja, seu corpo vai dar sinais letárgicos de que você se alimentou com uma feijoada, por exemplo", diz Nany.

Fuja também de situações estressantes - nem pense em passar as horas anteriores à entrevista em uma fila de banco. E não perca os olhos do relógio. Atrasos instigam a  combustão perfeita para uma explosão de ansiedade durante a entrevista.

3.    Silencie-se

No caminho para o lugar onde será feita a entrevista, concentre-se na sua respiração. Para relaxar, opte por movimentos de inspiração e expiração profundos e pausados.

Para lidar melhor com o tempo na sala de espera, tenha sempre uma boa leitura à mão. Vale levar um livro de literatura ou uma revista semanal. Mas, cuidado, para não acabar com sua reputação com esse simples item.

4.    É uma via de mão dupla

Durante a entrevista, não pense que você é o único na berlinda. Do outro lado da mesa, o recrutador também está com os dedos cruzados torcendo para encontrar um profissional compatível com o perfil procurado pela empresa.

Dessa forma, não entre na sala com a sensação de que você terá que implorar pela oportunidade. Antes, comece o bate-papo com o recrutador com a certeza de que aquele momento também é decisivo para ele e de que a sua única missão é se mostrar interessante o suficiente.

5.    Não se deixe levar

Mostrar-se interessante, contudo, não significa encarnar um personagem que não é você. Se, na hora da entrevista, a ansiedade é sua pior inimiga, a espontaneidade é a melhor parceira.

Por isso, não se deixe levar pelas aparências. O ambiente pomposo, o ar austero do recrutador e até a elegância da recepcionista podem alimentar a ansiedade. Para fugir disso "pense que as grandes corporações compõem um cenário onde humanos, com figurinos, habitam", afirma Nany.

Como bons humanos eles também são recheados de pontos fortes e fracos. Exatamente como você. "Dentro de nós há um mundo rico e vasto. Mas não acessamos e, por isso, metemos os pés pelas mãos", diz a psicóloga.

A dica, de acordo com Pavani, é não se deixar controlar pelas próprias emoções. "Na entrevista é comum que o medo de não ser aprovado domine o candidato. E isso é percebido facilmente pelo recrutador", diz.

6.  Use a seu favor

Segundo o especialista, a inteligência emocional, ou a capacidade de lidar bem com as próprias emoções, deve ser desenvolvida ao longo de toda a vida.

E as fases de um processo de seleção podem ser bons momentos para lapidar essas competências emocionais. Por exemplo, o fato de não ser aprovado em uma entrevista de emprego pode ser uma boa oportunidade para repensar a própria trajetória profissional.

"O candidato não deve aceitar pacificamente o 'não'. Deve ter sempre um questionamento sobre as razões para isso", diz Nany. A partir dessa avaliação, a dica é construir uma base sólida de confiança para enfrentar o próximo processo de seleção. 

 



Escrito por Mario Jr às 16h56
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A Universidade Bancária

Texto de Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, escritor e professor da UFRJ

02/07/2010

A “pedagogia bancária” é uma das melhores caracterizações da pedagogia adotada pela maior parte de nossos professores, inclusive no Ensino Superior, onde realmente ela não cabe. Trata-se de uma figura criada por Paulo Freire, exatamente para denunciar o caráter dos procedimentos tradicionais em educação. Nos anos sessenta e setenta, Paulo Freire a utilizou para servir de sparring da sua “pedagogia libertadora”. Com essa expressão, “pedagogia bancária”, o que ele queria dizer, basicamente, é que o procedimento tradicional de sala de aula implica em um professor que deposita informações para os estudantes que, então, as guardam no cofre da memória, e essas informações são, depois, sacadas pelo professor, em geral no dia da prova. O aluno é o banco, o professor o usuário dessa casa bancária.

É bastante interessante que, na universidade atual, até mesmo os professores que se dizem freireanos acabam por ceder à comodidade da “pedagogia bancária”. Uns fazem isso por incapacidade pedagógica – não sabem fazer outra coisa. Mas alguns que, enfim, não são tão mal formados como estes, caem vítimas desse procedimento porque imaginam que se pedirem resenhas e “trabalhos”, de modo que os alunos devolvam o depósito que fizeram, terão “garantido, minimamente, a leitura dos textos pelos alunos”. Não percebem que a leitura dos textos, executadas segundo a ordem da “pedagogia bancária”, pouco ou nada ajuda.

Aliás, esses adeptos da “pedagogia bancária” contam com a ajuda de um senso comum medíocre a respeito de leitura de textos. Ensina-se aos estudantes que resenha é resumo. Aliás, tudo que se faz na universidade é o incentivo do resumo. Criam o aluno-resumo que irá se transformar, no mestrado, no estudante-fichamento. Para tal, esses professores colocam na mesa a frase fatal que mais me irrita na universidade: “leia e tire as idéias principais do texto”. Ora, se há idéias principais em um texto que, enfim, podem ser “tiradas”, enquanto que tudo o mais seria o resto, então esse texto não deveria servir como elemento da educação universitária. Certamente não é um texto clássico. Um texto clássico, em qualquer área do conhecimento, é um bom texto exatamente porque ele é importante de cabo a rabo – inclusive em todas suas notas de rodapé. Não se educa ninguém ensinando a ler dessa maneira, enxugando textos. A educação universitária é boa quando os textos são lidos para serem ampliados, não castrados. Os bons textos são os que provocam nos leitores a vontade de fazê-los crescer.

Alguns dos seguidores da “pedagogia bancária” imaginam que não são seus, que fazem outra coisa. Pensam isso porque acreditam que a “pedagogia bancária” se faz apenas no ato didático daquele professor que cobra na prova “cinco questões do livro”. Acreditam que, como pedem “trabalhos” e deixam o aluno mais ou menos livre, não participam do tradicionalismo denunciado por Freire. Mas participam sim. Pois os “trabalhos” nada são senão cópias dos livros ou de um monte de folhas “Xerox” e, quando os alunos apresentam alguma coisa de criativo, se mostram aos professores “bancários” como não avaliáveis. Esse tipo de professor só sabe avaliar se o que é apresentado é aquilo que ele depositou.

O professor que está com a canga da “pedagogia bancária” não consegue entender que um texto lido não é para ser devolvido, é para servir de inspiração para a produção de outro texto. Esse confronto entre textos que geram mais textos não pode ser feito sob o tacão do certo e do errado, tem de ser feito a partir da idéia de que um texto é bom se inspira o aluno a produzir o seu próprio texto sobre o assunto em questão, e que este novo texto tem de ser bem escrito e tão convincente quanto o texto que serviu de inspiração.

Contra a “pedagogia bancária” há, entre outras, duas alternativas que, em alguns momentos, podem até se unificar. O professor pode dar um texto e pedir outro que tenha o primeiro como base inspiradora – isso é uma coisa. O professor pode colocar um problema para ser equacionado ou mesmo solucionado – isso é outra coisa. Os dois procedimentos podem ser agrupados. De qualquer maneira, eles levam o estudante a produzir o seu texto que, enfim, irá ser considerado por esses crivos: o escrito tem de estar em forma aceitável, deve ter uma boa coerência interna, tem de possuir capacidade de convencimento em relação ao leitor e, enfim, originalidade e atratividade na argumentação e nos exemplos. Pois, no ensino superior, só há uma forma de educar que vale a pena: o incentivo à imaginação que, ao se transformar em um texto, ganhe o leitor de modo a provocar mais imaginação.

Mas os professores não temem a imaginação só porque eles, não raro, não a possuem. Eles não temem pelas razões que dizem: o medo de ganharem do aluno o mero devaneio em forma de texto. Eles fogem da imaginação porque se perdem na avaliação dos estudantes quando a imaginação põe suas patinhas para dentro da sala de aula. A imaginação, para a maioria deles, não mostra se o aluno aprendeu ou não o que queriam que ele aprendesse. Nesse caso é que a filosofia (ou filosofia da educação, como queiram) tem de intervir. A filosofia tem instrumentos para dizer para o professor: “se você não consegue avaliar se um aluno sabe o que deveria saber porque ele produziu um texto imaginativo e não devolveu a você o seu depósito, então você, caro professor, realmente não tem o conhecimento que acredita ter.”

Essas são palavras duras do filósofo que analisa a educação feita pela “pedagogia bancária” na universidade. Mas precisam ser ditas. Pois, quando um professor opera com os conhecimentos que quer ver nas mãos dos alunos, é evidente que ele sabe bem encontrar, nos textos mais imaginativos dos estudantes, os mecanismos de operação mental que ele gostaria que esses alunos desenvolvessem. Quando o aluno não devolve o depósito e, no entanto, produz o seu próprio texto, ele está diante de conseguir ou não ganhar o leitor para o que escreve, e é nessa hora que ele pode e deve ser avaliado. Nessa hora ele está pondo em jogo sua capacidade de estudante universitário, de alguém que será, certamente, um formador de opinião. Como ele será um formador de opinião se, enfim, não consegue ser lido ou não consegue chamar a atenção de outros para a obra que produziu? Mas se ele chama a atenção, o bom professor é também o primeiro a se encantar com o texto e consegue, muito bem, enxergar ali as operações mentais que sabe que são as úteis.

Assim, não é necessário adotar a “pedagogia bancária” para avaliar. Avaliar não é contar as cédulas no caixa, para ver se o que foi sacado corresponde ou não ao que foi depositado. Avaliar é julgar a pertinência do texto do estudante, o quanto o texto ganha ou não o leitor para continuar a lê-lo. O que me deixa indignado não é que os professores adotem no cotidiano a “pedagogia bancária”. O que me deixa realmente fora de órbita é vê-los adotar também nos julgamentos das monografias de fim de curso e coisas do gênero os mesmos critérios medíocres. Pois, afinal, ao menos aí deveria ser valorizada a originalidade, o bem escrever, a capacidade de conquistar o leitor e, enfim, a criatividade. Todavia, até nesse momento, a “pedagogia bancária” mantém suas garras de fora. É o final do curso, a última chance de estimular o aluno para que ele voe, mas que nada, o professor bancário aparece logo com tesouras na mão, para cortar a última peninha da asa do estudante. É a produção em massa de medíocres. E vão todos para o mestrado! Em algumas áreas, vão também para o doutorado.

© 2010 Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, escritor e professor da UFRRJ

 



Escrito por Mario Jr às 13h20
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Como evitar que seus filhos se tornem esbanjadores de dinheiro

 

 

 Pesquisa sugere que crianças que ajudam nas tarefas da casa lidam melhor com as finanças

 

São Paulo - Uma das tarefas mais difíceis para os pais é ensinar aos filhos o valor do dinheiro. Uma pesquisa produzida pela corretora americana Charles Schwab e publicada no site Moneywatch. com demonstrou que, seja lavando a louça depois do almoço, arrumando a cama pela manhã ou tirando o lixo, quanto mais responsabilidades uma criança tiver em casa, maiores as chances de ela se tornar um adulto responsável em matéria de dinheiro.

O estudo buscou analisar o comportamento de crianças cruzando informações de dois questionários distintos. Num deles, os pesquisadores observaram se as crianças tinham tarefas em casa e quantas delas de fato eram concluídas.  O outro, direcionado aos pais, perguntava se os filhos lidavam bem com dinheiro.

A conclusão é que 53%  das crianças que tinham quatro ou mais tarefas regulares em casa foram consideradas "muito responsáveis". Entre as crianças que lidavam com até três tarefas regulares, apenas 46% atingiram o mesmo nível. E entre os infantes que não tinham qualquer envolvimento com as tarefas do lar, só 39% desenvolveram maturidade para lidar com o dinheiro.

Em contrapartida, 24% das crianças que não participam de nenhuma atividade em casa foram classificadas "não muito responsáveis" ou "não responsáveis". E apenas 13%  das que participam de tarefas em casa foram classificadas dessa forma.

Segundo a presidente da corretora, Carrie Schwab-Pomerantz, o objetivo da pesquisa é tentar descobrir  quais fatores contribuem para que crianças se tornem adultos bem-sucedidos. Em anos anteriores, o mesmo estudo concluiu que adolescentes que trabalham durante o verão, seja em restaurantes ou qualquer outra atividade rentável, poupam mais.

 

 

Interpretações da própria corretora sugerem que, a partir do momento em que uma criança ou adolescente percebe o quanto se trabalha para ganhar algum dinheiro, é menos provável que o gaste de maneira desordenada. Ainda segundo Carrie, se as tarefas de casa forem associadas a uma mesada, melhor.

Dependência financeira

Mas agora vamos às más notícias. O estudo mostrou que jovens adultos entre 23 e 28 anos são mais dependentes financeiramente de seus pais que nas últimas pesquisas. Nada menos que 41% dos pais entrevistados para o estudo declararam que ainda sustentam, de alguma maneira, seus filhos; e 35% esperam que seus filhos tornem-se um pouco menos dependentes de suas rendas quando atingirem os 30 anos.


Na mesma pesquisa, realizada em 2009, apenas 34% dos jovens adultos entrevistados disseram que ainda dependiam "um pouquinho" do dinheiro dos pais enquanto 25% declararam ainda viverem sob o mesmo teto que os progenitores - ou porque estavam desempregados ou porque tentavam guardar mais dinheiro.

Segundo conclusões do estudo de 2010, a grande maioria dos pais entrevistados acredita que a recessão econômica nos
Estados Unidos tem, apesar de tudo, um lado bom:


 - 49% consideram que o lado bom é que aprenderam a viver dentro de suas possibilidades financeiras;
- 43% declararam estar mais envolvidos com suas finanças e gastos;
- 39% acreditam que a recessão prejudicou a maneira como conversam sobre dinheiro com seus filhos;
- 34% aprenderam a economizar mais;
- 12% conseguiram pagar suas dívidas;
- Entretanto, 34% responderam "Lado bom?
Você só pode estar brincando!"

 

 

FONTE: http://portalexame.abril.com.br/financas/noticias/como-evitar-seus-filhos-se-tornem-esbanjadores-dinheiro-573716.html?page=1



Escrito por Mario Jr às 15h31
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O que fazer com tanta informação?

Para contextualizar melhor o nosso tema, vamos lembrar de fatos como:


- O mundo produz anualmente o mesmo volume de informações que a humanidade levou 40 mil anos para acumular.


- Nos últimos 25.000 anos - contados apenas até o ano 2002 - a humanidade gerou um volume de informações escritas equivalente a 5 hexabytes (um hexabyte equivale a um bilhão de gigabytes, unidade de medida gigantesca para o armazenamento de dados). De lá até 2006, ou seja, em um intervalo de quatro anos, produziu mais de 160 hexabytes. A previsão para 2010 é que o montante produzido supere 900 hexabytes.


Consequência: hoje produzimos mais informações do que somos capazes de sintetizar; ou seja, um dos maiores problemas que enfrentamos hoje não é a falta, mas o excesso de informações disponíveis.


Ciente de que as organizações estão se diferenciando umas das outras pelo que sabem, faz com que os gestores empresariais pensem sobre a informação que possuem relacionadas ao seu negócio.


Para aprofundar o assunto, é bom contextualizar "informação" entre "dado" e "conhecimento", no ambiente da Tecnologia da Informação - TIC.


Para que servem os dados?


Sabemos que os computadores armazenam apenas dados em seus arquivos.

Quando verificamos o conteúdo desses arquivos de computador (por meio de telas ou relatórios), o que obtemos são apenas conjuntos de dados, em um formato de seqüências que formam palavras, desenhos, mapas, imagens, etc.; ou seja, dados em si não têm relevância, não fornecem interpretação, nem qualquer base "inteligente" para a tomada de decisão. Dados são (apenas) a matéria-prima para a criação da informação.


Um dado só se torna informação quando existe um contexto para que ele faça algum sentido para as pessoas. Esses dados podem estar relacionados com as informações de mercado e posicionamento da empresa até os processos das diversas áreas da empresa.


Informação – para quê?


A informação que extraímos desse conjunto de dados está diretamente ligada à nossa capacidade de relacionar esses dados com o que está armazenado em nosso cérebro. Portanto, a informação exerce um impacto sobre a avaliação na cabeça da pessoa, ao contextualizar os dados; por exemplo, a frase "quase 100% acreditam que a TIC é importante para a educação" é uma informação, ou seja, um dado estruturado que tem seu significado dentro do contexto Educação.


Portanto, só obtemos alguma informação quando conseguimos interpretar, analisar e relacionar esses dados. Um relatório cheio de números pode não trazer qualquer informação para mim, mas pode carregar informações valiosas para quem souber interpretá-los, avaliar o seu conteúdo implícito e relacioná-los com outros dados. Esse é o processo básico para a obtenção de informações.


A principal atividade para a construção de "inteligência", em torno de dados, gerencia o seu conteúdo de forma a facilitar a localização e utilização, na hora de identificar situações como: concentração de vendas em poucas regiões, produtos, clientes e vendedores ou preços e custos que dificultam a competitividade.


A transformação de dados em informação é freqüentemente realizada através da apresentação dos dados, de forma inteligível, ao usuário para que ele possa tomar uma decisão assertiva na hora de identificar áreas, produtos e clientes que realmente dão lucros, desenvolver equipes com melhor desempenho e/ou monitorar a transformação de metas em resultado.


Sumarizando, informação é um conjunto de dados estruturados, com significado, contextualizados, interpretados e compreendidos.


Conhecimento – e agora?


Com base nas informações, a pessoa atualiza o seu conhecimento sobre o assunto, ou seja, acrescenta, altera, confirma ou nega a existência de relacionamentos. O conhecimento é a ação, aquilo que a pessoa faz quando utiliza as informações, seja para tomar decisões, resolver problemas ou gerar idéias.


A principal atividade para a construção de "inteligência" em torno da informação dos negócios é a capacidade de análise, síntese e conversão da informação em conhecimento.


Mas apenas "saber" sobre alguma coisa não proporciona, por si só, maior poder de competição para uma organização. Somente aliado a sua gestão é que ele faz a diferença.


O conhecimento só pode ser acessado através da colaboração daqueles que detêm o conhecimento.


Se houver consenso de que uma das características que mantém a empresa competitiva é o grau de seu conhecimento, a empresa deve pensar na implementação de um processo que preserve o conhecimento essencial. A empresa sempre irá depender dos seus colaboradores para a aplicação correta desses conhecimentos, mas não pode ficar na dependência deles.


Se levarmos em consideração que, em 2020, o conhecimento estará duplicando a cada 83 dias (atualmente, já duplica a cada 4 anos), ficará clara a necessidade de gerenciá-lo.


Surge aqui o conceito de Gestão do Conhecimento - GC (Knowledge Management - KM) que parte da premissa de que todo o conhecimento existente na empresa, seja na cabeça das pessoas, seja nas veias dos processos, pertence também à organização.


Em contrapartida, todos os colaboradores que contribuem para esse sistema podem – e devem (!) usufruir de todo o conhecimento presente na organização.


Qual é o papel do "trabalhador de conhecimento" (knowledge worker) - o profissional mais destacado no futuro, segundo Bill Gates?


O Trabalhador do Conhecimento analisa dados e informações, relaciona dados e informações com os seus conhecimentos globais do negócio e sua especialização na área de atuação, comunica-se intensamente com o seu time e utiliza o conhecimento de todos na busca inovação e resultado.


Entendendo o que é Gestão do Conhecimento – GC


Considerando conhecimento como uma combinação de idéias e práticas que guiam as decisões e ações, podemos afirmar que, na sua aplicação, o conhecimento leva a experiências. Quanto mais experiências adquirirmos, tanto melhor a nossa capacidade de resolver e inovar nosso aprendizado.


Como disse Peter Senge, pesquisador norte-americano que montou um sistema que permite à empresa disseminar a informação por toda a organização: "O futuro das organizações dependerá cada vez mais de sua capacidade de aprender coletivamente".


Se nós assimilarmos o fator de que uma organização aprende mais em um dia do que uma pessoa é capaz de aprender em toda sua carreira, podemos imaginar que a produtividade do conhecimento é a principal preocupação dos gestores do século XXI.


Quais são as fontes de conhecimento da empresa?


A fonte principal de conhecimento é a própria organização ("a cabeça dos colaboradores") e, em seguida, o Cliente.


Dados empíricos dizem que 70% do conhecimento externo sobre seus concorrentes, clientes e produtos/serviços já são de domínio da empresa.

Por outro lado foi identificado que 80% de informação e conhecimento, necessários para 'rodar' uma empresa, não estão armazenados em seus bancos de dados.


O que fazer então?


A Gestão do Conhecimento – GC amplia as possibilidades de aprendizagem para indivíduos e organizações


GC não é algo novo. Porém a GC tem se tornado um fator crítico para qualquer

organização, que tenha grandes volumes de dados a processar com o objetivo de torná-los úteis e acessíveis às pessoas.

De nada valem as montanhas de informações que há dentro das empresas se não dermos um tratamento adequado a elas e as transformamos em resultado, o que chamamos processo de inteligência organizacional.


GC significa, em sua essência, transformar dados em informação, informação em conhecimento, conhecimento em ação, ação em negócio e negócio em dinheiro.


Para cumprir este papel, a GC atua como um sistema de adquirir, compartilhar e utilizar conhecimento.


Os sistemas de GC devem incentivar o hábito de compartilhar os conhecimentos pessoais que, tradicionalmente, criam o valor da pessoa para a empresa; ou seja, a colaboração de uma pessoa com a empresa reside na criação de um novo conhecimento, através da colaboração com outras pessoas.


O caminho a seguir não é a geração do conhecimento, mas seu gerenciamento (identificação, classificação em categorias, armazenamento, disseminação e uso).


As áreas que atualmente mais se envolvem com a GC são a Alta Gestão, RH, Marketing & Vendas e TIC.


Cabe aos gestores empresariais saber utilizar estes conhecimentos em favor dos negócios da empresa.


O que o gestor empresarial precisa conhecer?


Pelo menos os executivos da empresa devem ter conhecimento sobre o negócio da empresa, necessidades/preferências do cliente e o desempenho da empresa.


Comportamento em relação ao conhecimento


Apesar do avanço da tecnologia, as pessoas ainda são os melhores meios para identificar, categorizar, filtrar, interpretar e integrar a informação.


Comportamentos positivos como compartilhar informação e obter conhecimento a partir dela são fundamentais para capitalizar nos negócios.


Quais são os fatores críticos na implantação da GC?


Em primeiro lugar, o patrocínio da alta gestão, que facilita a "venda" do projeto GC para os colaboradores, uma vez que ela ocorre de cima para baixo.

Em segundo lugar, vem o treinamento dos colaboradores, com o propósito de educar para assimilar a importância de gerar e compartilhar conhecimento através de softwares de GC.


Qual é o papel da Equipe de Conhecimento?


A Equipe de Conhecimento deve coletar ou adquirir conhecimento, torná-lo útil e disponível, possibilitando o compartilhamento de conhecimento em todos os níveis e a disseminação de melhores práticas, tecnologias e cases de sucesso.


Como implantar a GC?


Planejar, antes de iniciar; ou seja, evitar o hábito de "vamos começar e ver o que vai dar".


A GC pode ser iniciada por práticas simples como a organização de informações em bibliotecas, acessíveis a todos os colaboradores (p. ex.: criação de "wikipédias" relacionadas com as atividades ou processos de uma organização).


Em seguida, é preciso desenvolver as práticas até grandes sistemas de informação com diversas bases de dados interconectadas.


Em estágio avançado, geram-se análises em tempo real para todos os níveis da empresa, como Enterprise Resource Planning – ERP ou Customer Relationship Management – CRM.


Durante o processo de desenvolvimento de um sistema de informação integrado, um dos grandes aliados da GC é a arquitetura da informação, onde a preocupação com as interfaces para disseminação da informação é um fator fundamental para reduzir a entropia (estado de desordem natural das coisas) em um conjunto muito extenso de dados.


Para organizar e transferir conteúdos em um projeto de GC o certo é criar uma base de conhecimento e encaminhar o usuário a um gestor que detém o conhecimento que ele necessita.


De Werner K.P. Kugelmeier
wkprisma@wkprisma.com.br
Fones (19) 3296-4341/3256-8534

 



Escrito por Mario Jr às 12h19
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Psicopatologias da confiança na liderança

Marcelo Quirino
Publicado em 09.06.2010

 

A confiança pode ser uma característica individual através da obstinação para se seguir um objetivo. Ou ainda um fenômeno grupal como a segurança que os liderados experienciam na liderança.

Confiança é uma certeza sobre alguma coisa. Em alguns grupos cristãos essa certeza é embasada biblicamente, enquanto noutros, em mecanismos psicopatológicos na relação do liderado com um líder carismático e centralizador.

A confiança é entendida especificamente em cada grupo e sua construção está atrelada de alguma forma ao poder exercido pelo líder. O que embasa a confiança é a identificação psicológica, que tanto pode ser sadia ou nociva.

A identificação como fenômeno interpessoal natural

O embasamento da confiança se dá pela identificação. A confiança estabelece uma co-relação entre aspectos referenciados de duas psiques para a criação de vínculo. Sem o co-relacionamento não acontece a confiança. Esse co-relacionamento chama-se identificação.

A identificação é um fenômeno natural das relações humanas, mas pode ser causada por fatores patológicos. A atração patológica na identificação se explica devido as faltas básicas na personalidade. Pode ser mesmo uma relação patológica que ainda assim gerará confiança.

A identificação psicológica é um constructo pertinente à confiança. O fenômeno da identificação é complexo, mas pode ser explicado didaticamente pela atração que a pessoa experimenta por outra devido a algumas semelhanças ou dessemelhanças psicológicas e comportamentais entre elas.

A identificação não pode ser reduzida à admiração, ou à relação de analogia entre semelhantes. Precisa ser entendida como uma assimilação de características psicológicas entre dois seres. Essa assimilação é uma apropriação genérica estabelecida através da ligação psíquica.

Psicopatologias da confiança através da identificação

A idealização acontece por o líder carismático possuir características esperadas, admiradas e ou compartilhadas pelo liderado. O liderado, por outro lado, pode projetar no líder essas características. Assim, gera-se a idealização.

A idealização é um tipo de identificação e pode ser muito instável quando acontece nas relações de líder carismático, pois toda idealização contrabalanceia-se entre os sentimentos de amor e de ódio de maneira súbita.

Um líder é repelido justamente por possuir características desejadas pelos liderados que não as possuem. Assim a partir da identificação idealizada, gera-se uma relação de identificação do tipo invejosa.

Outro tipo de identificação psicopatológica nas lideranças é a do tipo ego-auxiliar. Liderados com funções do ego deficientes tais como pensar, raciocinar, analisar, que se unem a líderes autoritários tendem a estabelecer uma relação de dependência egóica do tipo ego-auxiliar. 

Essa identificação tipo ego-auxiliar pode ser produzida por líderes centralizadores ou autoritários mesmo com liderados de boas habilidades de ego, haja vista que a centralização do poder nas mãos do líder gerará um condicionamento ministerial e o líder passará a hiperfuncionar e os seus liderados, sem autonomia, não terão a oportunidade de desenvolver a proatividade. Essa identificação gera dependência psíquica por ausência da autonomia.

A  patologia se dá porque a centralização diminui a capacidade de coesão grupal, pois os liderados não estão comprometidos com a direção e as metas do grupo, já que são construções solitárias do líder.

Uma última forma de identificação patológica é o mutualismo. As relações interpessoais se estabelecem devido às trocas mútuas que acontecem entre líderes e liderados. Essas trocas podem ser benefícios psicológicos que o liderado recebe da relação, como um cuidado diferenciado, o discurso agradável para necessidades psicológicas do liderado e etc.

No mutualismo o interesse do Reino é perdido porque os interesses individuais sobrepujam. Tais interesses quando satisfeitos são fatores necessários para o estabelecimento da confiança. Entretanto é preciso entender que a categoria interesse é genérica, não se atendo a aspectos materiais somente.

A identificação base precisa ser Cristo

Na identificação patológica de qualquer tipo, tanto a razão é posta de lado a partir do momento em que um líder é idealizado, o que gera uma suposta confiança. Entretanto a confiança adequada de um cristão precisa advir não da identificação idealizada com o líder, mas pelo cumprimento dos mandamentos bíblicos por parte do líder. 

Por isso, alguns cristãos confundem identificação com confiança. É também essa identificação idealizada que cimenta as relações de grupos religiosos dos mais distintos proporcionando liderança inquestionável de um líder carismático.

Por se ingrediente fundamental sobre o qual se embasa a influência, a confiança precisa ser desenvolvida sobre constructos sadios. A identificação sadia se estabelece a partir do momento em que a autonomia e a individualidade dos liderados são preservadas. Essa autonomia já está proporcionada pelo Espírito através do sacerdócio universal. 

Portanto, os líderes devem analisar quais as tipologias de confiança se estabelecem em suas relações ministeriais. É preciso que a liderança não esteja ameaçada por fenômenos psicopatológicos da identificação. A confiança precisa ser biblicamente embasada na figura de um servo Cristo.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/



Escrito por Mario Jr às 15h09
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Você conhece o modelo S.O.M.A.R. de liderança?

Liderar, etimologicamente, significa conduzir. Ou seja, é guiar pessoas na direção de objetivos e metas; é a capacidade de estabelecer confiança suficiente para que os liderados sigam o líder e façam o que precisa ser feito. Liderar é saber lidar com as mudanças, influenciando pessoas na direção de resultados positivos. A palavra liderar sempre necessita de um complemento, ou seja, liderar é um verbo transitivo direto, então, quando falamos em liderar, necessitamos de respostas às perguntas: Liderar quem? Liderar quando? Liderar como? Para responder a essas perguntas, as quais são comuns no dia a dia de um gestor de pessoas, muitas teorias foram divulgadas, algumas muito importantes e com forte embasamento, enquanto outras não passam de simples idéias com pouca aplicação prática.

Muitos gestores que ocupam altos cargos se questionam constantemente sobre o estilo mais apropriado de liderança para conduzir suas equipes na direção de resultados positivos. Sabemos que, basicamente, são três os estilos mais difundidos entre as diversas abordagens de liderança: autoritário, liberal e democrático.

O estilo autoritário, quando predomina na gestão de pessoas, só atrapalha o bom clima de trabalho. As pessoas comandadas por um chefe autoritário (cabe ressaltar que ser chefe não é a mesma coisa que ser líder) trabalham sob rigorosa supervisão, pois nesse estilo existem muitas cobranças e na maioria das vezes elas não possuem critérios lógicos; as relações entre as pessoas no ambiente de trabalho não são amistosas. Se o chefe está na empresa, a produção é alta, porém, basta o líder se ausentar que as pessoas se sentem aliviadas e a produção cai.

O estilo liberal, predominante, é um tipo de “liderança frouxa”, ou seja, as pessoas não respeitam aquele que está na posição de liderança, se o gestor liberal está no ambiente de trabalho, ou não, a produção é a mesma. Nesse estilo, a qualidade e a produtividade oscilam muito porque é permitido que cada colaborador faça o seu trabalho com total liberdade.

Já o estilo democrático, quando é predominante, poderá gerar certa dependência do gestor, pois ele acaba procurando a participação e opinião das pessoas acima dos limites. O estilo democrático apresenta relações mais positivas no trabalho, as pessoas se mostram mais comprometidas, mas é importante tomar muito cuidado com o uso excessivo de liderança democrática, pois democracia no ambiente de trabalho só funciona quando você conhece os colaboradores, ou seja, sabe o nível de maturidade de cada membro da equipe para poder utilizar esse estilo com as pessoas certas. O estilo democrático vai funcionar no ambiente profissional quanto utilizado individualmente.

Analise o exemplo: você convoca a sua equipe para uma decisão sobre um projeto e das 20 pessoas que estão na reunião 12 votam a favor e oito contra, o que vai acontecer?  Prevalece a decisão da maioria, não é mesmo? Pelo menos é assim que acontece na maioria das empresas. Isso pode ser prejudicial para uma empresa, pois é levada em conta a opinião de alguns, mas os demais que votaram contra vão aceitar a decisão? Eles vão se sentir motivados a colocar em prática o projeto aprovado pela maioria? E as ideias colocadas em pauta pela minoria? Atuando há muitos anos em consultoria e treinamento em empresas, percebemos que democracia funcionará muito bem com algumas pessoas, ou seja, quando usada individualmente, ou com pequenos grupos, mas democracia com todos os colaboradores da equipe pode ser prejudicial.

E qual é o estilo mais apropriado? Como liderar de forma eficaz? Em 1972, Hersey & Blanchard divulgaram a Teoria da Liderança Situacional, sendo que esta é uma das abordagens sobre liderança mais respeitada. Segundo os autores, a liderança pode ser determinada de acordo com as demandas situacionais, ou seja, as circunstâncias, o contexto, as pessoas e suas características individuais, e os objetivos em questão.

Aprofundando o estudo sobre liderança situacional, senti a necessidade de criar um modelo de orientação de liderança, visando a uma análise diagnóstica mais precisa por parte do líder, possibilitando, com isso, a escolha do estilo de liderança apropriado no processo de gestão de pessoas. Através desse modelo, qualquer pessoa que ocupa um cargo de liderança poderá aplicar o estilo mais apropriado, sejam eles: diretivo (sugiro este ao invés do autoritário), liberal ou democrático.

O modelo de liderança que segue abaixo já foi aplicado em vários treinamentos e consultorias, sempre com resultados surpreendentes. O modelo de orientação de liderança chama-se S.O.MA.R. da Liderança. Esse método tem como base vários estudos e teorias, mas, principalmente, está fundamentado nas Teorias de Liderança Situacional de Hersey & Blanchard, e Teoria Contigencial de Fiedler (1967). Essas teorias e modelos, em resumo, defendem a ideia de que a liderança eficaz é baseada no ajuste entre o estilo de um líder e a situação para que seja exercida a influência do líder.

O modelo S.O.MA.R. consiste, basicamente, em facilitar a análise do líder, ou seja, que ele possa fazer a leitura correta da situação e das pessoas envolvidas para ter eficácia em suas intervenções como gestor de pessoas.

O “S”, do modelo S.O.MA.R., significa “situação atual”. Toda vez que um líder precisar aplicar sua liderança, será de fundamental importância saber qual é a situação atual, ou seja, o que realmente está acontecendo no contexto atual e quais problemas estão fazendo parte da situação presente. Reunindo informações relevantes da situação atual fica mais fácil escolher o estilo mais apropriado, caso contrário, o líder poderá dar um “tiro no escuro” por não fazer a leitura básica.

A letra “O”, do modelo S.O.MA.R., significa “objetivo em questão”. Depois de analisar a situação atual, o gestor deverá comparar com a situação desejada, pois somente assim ele perceberá a diferença entre o que está acontecendo e a meta (resultado almejado).

O “MA” significa “maturidade do (s) liderado (s)”. Antes de aplicar o estilo mais apropriado é necessário compreender a maturidade do liderado, ou do grupo envolvido na situação, caso contrário, o líder poderá escolher um estilo que ocasionará resultados negativos na equipe. Se não observar com cuidado a maturidade do liderado, o gestor poderá escolher um estilo de comunicação que poderá ir contra o objetivo em questão. De acordo com Hersey e Blanchard, a liderança situacional envolve a análise da maturidade dos colaboradores envolvidos para que o gestor decida a melhor forma de adaptação. Maturidade deve ser entendida como: padrões de comportamentos, atitudes, habilidades, conhecimentos, histórico do colaborador e experiência na atividade que exerce. Com essas informações, o líder saberá como proceder com cada pessoa, pois, identificar corretamente o grau de maturidade de cada um é tarefa básica de um líder de equipe.

A letra “R” significa os “recursos” disponíveis, ou que serão necessários. Toda situação que exigir liderança poderá envolver recursos de tempo, físicos/materiais, financeiros e outros. Por esse motivo o líder deverá avaliar os recursos envolvidos para saber o grau de decisão a tomar e qual é o nível de urgência a seguir.

Um verdadeiro líder deve somar forças e competências, procurando alinhar sua equipe na direção dos objetivos, e, sem dúvida, somar resultados positivos. É por isso que o modelo S.O.MA.R. se torna uma ferramenta indispensável no processo de liderança de equipes. Toda vez que um líder precisar agir, ele terá que ser flexível para se adaptar a situação e contextos, visando a obter o melhor resultado e desempenho de sua equipe. Mas, para isso, terá que avaliar com muito discernimento qual é a situação atual, qual o objetivo em questão, e a maturidade do grupo para conduzir melhor os seus liderados, não se esquecendo de avaliar os recursos envolvidos.

Depois de fazer a análise situacional através do SOMAR, o líder poderá escolher ser diretivo, liberal, ou democrático, pois a leitura correta foi feita, bastando apenas ter atitude para aplicar o estilo mais adequado em cada situação. Sem as informações obtidas através do modelo S.O.MA.R. ficará muito difícil decidir qual o estilo usar. Peter Drucker, o grande guru da administração, disse que "gerenciar é fazer direito as coisas; liderar é fazer as coisas certas", então, para exercer seu papel como líder, faça o que é certo, desenvolva sua liderança aplicando o modelo S.O.MA.R., pois em pouco tempo você desenvolverá uma liderança muito rica, fazendo a leitura certa para aplicar o estilo certo. Então, mãos a obra.

Cersi Machado (Autor dos livros, “Os 7 Fatores que Possibilitam o Êxito Pessoal e Profissional” e “Afie o Seu Machado – Comprometa-se Com o Seu Sucesso” (áudio book). Palestrante e treinador empresarial. Atua há 10 anos em T&D, ministrando workshops e palestras nas áreas de Liderança, Motivação, Oratória, Atendimento, Vendas e Desenvolvimento do Potencial Cerebral. Especialista em Treinamento de Alta Performance, formado em Administração, em Gestão de Negócios e Pós Graduado em Gestão Estratégica de Recursos Humanos. Possui certificações de nível nacional e internacional em Neurolinguística-PNL, Hipnoterapia e Emotologia. Aplica uma metodologia inovadora em palestras e treinamentos, combinando Neurociência, Coaching, PNL, Emotologia e outras abordagens: Site: www.cersimachado.com.br)



Escrito por Mario Jr às 15h06
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AS LIÇÕES SOBRE LIDERANÇA DA "COPA JABULANI" 
Esta Copa tem sido pobre em futebol, mas bastante rica em lições sobre Liderança. Convido cada um de vocês a assistir os próximos jogos com o olhar que vá além do meramente futebolístico. São várias as lições sobre os diferentes estilos do exercício da liderança.

O técnico da seleção brasileira, o Dunga, fez uma clara opção pela força do conjunto, preterindo a convocação de alguns craques que nos últimos meses tiveram performances bem superiores a alguns dos convocados. Alegou estrelismo e imaturidade, preferindo jogadores disciplinados, adestrados e cumpridores de ordens. Deixou de fora alguns mais talentosos, a criatividade e a imprevisibilidade. Tenho receio que se o time dele não ganhar a Copa, o jargão corporativo passe a usar a expressão “time de dungas” para descrever equipes sem brilho, formada por gente esforçada, mas que não consegue entregar resultados surpreendentes.

Quando assisti ao jogador santista Ganso, recusar-se a sair substituído como definido pelo seu técnico, naquele jogo semanas antes da convocação, intui que ele jamais seria elencado por Dunga. Naquele momento ele perdeu a chance. A “atitude ganso” é incompatível com a “personalidade dunga”. O mau-humor crônico do técnico – flagrado insultando jornalistas e críticos com palavras rasteiras - é também incompatível com o que poderíamos chamar de “espontaneidade Neymar” ou com a irreverência de outros.

Já a orgulhosa França, campeã em 1998 e vice-campeã em 2006, tornou pública a sua pior crise em histórias dos mundiais. Apresentou um severo racha no grupo: o jogador Anelka foi desligado, jogadores se rebelaram e se recusaram a treinar, o preparador físico Duverne ameaçou agredir o lateral esquerdo Evra, o chefe da delegação Valetin pediu demissão e voltou antes do terceiro jogo, o time foi desclassificado, o técnico Domenech se recusando a cumprimentar ao brasileiro Parreira e o presidente Sarkozy intervindo para tentar salvar a “honra francesa”. Um vexame!

Bom refletir um pouco sobre o impacto dessas atitudes da delegação francesa nas suas marcas patrocinadoras como Carrefour, a companhia telefônica SFR, o grupo de energia GDF e o banco Credit Agricole que começaram a abandonar a seleção. Apenas a Adidas manteve seu logotipo no uniforme da seleção francesa antes do terceiro jogo. Outro vexame!

Com líderes assim, os times nem precisam de adversários, como já aconteceu com a França que derrotou a si própria. Parece até que Dunga e Domenech andam disputanto uma copa pessoal, em busca do “Troféu Limão”. Também acho oportuno analisarmos o papel da Jabulani, pois percebo a bola oficial dos jogos como o álibi perfeito para os líderes que não costumam assumir responsabilidades pelas suas decisões e competências. Já vimos reclamações contra o campo, a chuva, o frio, a altitude, o juiz, a torcida, o “despacho”, a zebra, a “Mão de Deus”. É a primeira vez que ouço reclamações sobre a bola. Como se ela fosse ser utilizada por apenas um time. Se ela é diferente, mais leve, etc, ela o é para todas as equipes, que tiveram bastante tempo para se adaptar, treinar e usá-la.

Faço essas considerações devido a um hábito bastante comum: o de buscar desculpas e justificativas para nossa incapacidade de fazer o que tem de ser feito. Muito mais fácil atribuir a fatores externos a causa dos nossos problemas, dificuldades e incompetência de atingir objetivos, do que assumirmos essa responsabilidade como algo dentro de cada um de nós. Há alguns meses fiz uma pesquisa com empresas e pessoas físicas sobre os motivos pelos quais não conseguiam atingir seus objetivos empresariais ou realizar seus sonhos de carreira. Fiquei surpreso quando vi que cerca de 92% atribuíam a culpa a concorrentes, a taxa de juros, a tecnologia, ao mercado, ao custo do capital, ao governo.

Considero que o maior concorrente de uma empresa não é quem fabrica os mesmos produtos ou presta os mesmos serviços. O maior concorrente muitas vezes está dentro de casa: falta de objetivos claros, liderança ineficaz, falta de integração entre as diversas áreas, falta de inovação, atitudes como falta de iniciativa, foco e otimismo, além do relacionamento inadequado com canais distribuidores, atendimento ruim a clientes etc. Mas é muito mais fácil encontrar “jabulanis” como causa dos nossos problemas e ineficiências. A sua empresa já tem uma boa “jabulani” para explicar o não atingimento dos resultados desejados para 2010?

César Souza (Presidente da Empreenda, empresa de consultoria em estratégia, marketing e recursos humanos, além de autor e palestrante)

HSM Online (http://br.hsmglobal.com/notas/58079-as-licoes-lideranca-da-copa-jabulani?utm_source=240610_colunista&utm_medium=240610_colunista&utm_content=240610_colunista_as-licoes-lideranca-da-copa-jabulani&utm_campaign=240610_colunista)
24/06/2010



Escrito por Mario Jr às 15h22
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Serotonina e Salvação

SEROTONINA E SALVAÇÃO

"Sobre tudo o que se deve guardar, guarda teu coração, porque dele procedem as fontes da vida" (Provérbios 4:23).

A Década do Cérebro

A década passada foi chamada, no meio científico, de "Década do Cérebro", porque nela foram desvendados mistérios do intrincado funcionamento do cérebro humano e seus mecanismos elétricos, químicos e hormonais.

De grande importância foi o conhecimento de como nossas emoções afetam nossa mente e de como o cérebro controla o funcionamento de todo o corpo, por meio desses elementos neuro-hormonais, chamados neurotransmissores cerebrais.

Você não precisa estudar profundamente ou memorizar detalhes das funções do cérebro, mas saiba que os principais neurotransmissores chamam-se: norepinefrina, dopamina e serotonina, e que esta última tem grande importância em nossa vida e felicidade.

Você é feliz? Acha que poderia ser ainda mais? O que tem a saúde e a salvação a ver com felicidade? Onde entra você nessa questão?

Por vezes, temos a impressão de que, se nossa situação financeira fosse melhor, seríamos mais felizes. Uma pesquisa demonstrou que a diferença na condição financeira não melhorou a percepção de ser feliz. 26% das pessoas que ganhavam um salário mínimo se consideravam felizes, enquanto que das que ganhavam seis salários mínimos, o número dos que se diziam felizes era de 25%. Não foi estatisticamente importante a diferença, mas, um por cento a  mais dos que ganhavam menos referiram ser felizes em relação aos que ganhavam mais.

A alegria de novas conquistas e aquisições também desaparece quando se alcança o objetivo.

Ser feliz é algo muito além da condição financeira ou de se obter coisas. É um estado da mente, que depende do estado do corpo e da alma.

Quando a Bíblia fala "guarda teu coração", está dizendo para guardarmos nossa mente. Ela é a parte do corpo, através da qual Deus procura constantemente comunicar-se conosco, por intermédio de Seu Espírito. E existe uma ligação muito íntima entre o corpo e a mente; entre estar com saúde plena e ser feliz; entre a felicidade aqui na Terra e a felicidade eterna.

A vida cristã bem-sucedida depende de guardarmos nossos sentidos. Na verdade, a vida é dirigida pelos pensamentos. Como são seus pensamentos? Você tem um bom controle deles, ou muitas vezes eles "viajam"?

Precisamos compreender, com clareza, o quanto nossa mente e nosso corpo estão interligados, e como o bom controle da mente depende da saúde do corpo.

É comum ouvirmos falar de gastrite e úlcera nervosa. Como é que ficar nervoso pode abrir um buraco no estômago de alguém? Pessoas que sofrem de hipertensão arterial ou diabetes sabem que, quando ficam tensas ou nervosas, ocorre uma elevação da pressão e da glicose no sangue.

Outros têm dores nas costas ou dores de cabeça, quando ansiosos. Outros, ainda, perdem o sono ou seu intestino paralisa quando estão fora de casa ou em ambiente diferente.

Alguns tem crises alérgicas, rinites, asma, urticária, ou são atacados por reumatismo quando contrariados. Enfim, a maioria das enfermidades do corpo tem a ver com o estado da mente.

"Muito íntima é a relação que existe entre a mente e o corpo. Quando um é afetado, o outro se ressente. O estado da mente atua muito mais na saúde do que muitos julgam" - A Ciência do Bom Viver, pág.241.

Mas como "guardar o coração"? Como controlar a mente?

Serotonina

"Tudo que nos diminui a força física enfraquece a mente e a torna menos capaz de discernir entre o bem e o mal. Ficamos menos aptos para escolher o bem, e temos menos força de vontade para fazer aquilo que sabemos ser justo" - Conselhos Sobre o Regime Alimentar, págs, 48 e 49.

Observe, neste texto, a ligação entre força física, mental e poder espiritual para discernir o bem e o mal, sabedoria para escolher o bem e coragem moral para por em prática a decisão tomada.

Há algo em sua vida que tende a diminuir sua força física? Sono inadequado? Alimentação Incorreta? Falta de atividade física? Satanás não tendo acesso direto à nossa mente, empenha-se em nos atingir por meio dos sentidos, enfraquecendo nossa força física, para enfraquecer nossa mente e nossa fé. De que forma nossos sentidos são afetados diretamente pelos hormônios cerebrais - os neurotransmissores?

A 5 HT (Hidroxitriptamina) Serotonina, por exemplo, tem um efeito inibidor da conduta, juntamente com um efeito modulador geral da atividade psíquica. Influi sobre funções cerebrais. A serotonina regula o humor, o sono, a atividade sexual, o apetite, o ritmo circadiano (níveis de cada hormônio no período de 24 horas), as funções neuroendócrinas, temperatura corporal, sensibilidade à dor, atividade motora e funções cognitivas.

Aquele mau humor constante na parte da manhã, a falta de sono à noite e a sonolência de dia, o descontrole sexual ou a perda do interesse (baixa libido), os transtornos alimentares - desejo incontrolável de comer doces ou massas, comer exageradamente, comer a toda hora, falta de apetite pela manhã e muita fome à noite, problemas de aprendizado, distúrbios de memória e de concentração - todos podem refletir uma diminuição na serotonina cerebral.

Satanás se empenha em nos alcançar por meio dos sentidos, levando-nos ao esgotamento, através da mente.

Como isso acontece? Quais os elementos de controle da mente?

Os principais elementos para o controle da mente são:

- Pouco sono.
- Sobrecarga sensorial.
- Regime alimentar desequilibrado.
- Sono inadequado.

Existem forças econômicas, culturais e espirituais tentando transformar o mundo numa sociedade 24 horas:

- Mãe que trabalha fora e à noite tem outra longa jornada de trabalho.
- Lojas e linhas de produção que funcionam dia e noite.
- Rádio e TV que não mais interrompem suas transmissões à noite e, muitas vezes, colocam seus programas, filmes e entrevistas mais interessantes, tarde da noite.
- Executivos que precisam acompanhar os pregões financeiros do outro lado do mundo durante a noite.
- Festas que vão noite adentro.

O que há de Errado em Dormir Menos?

Interefere na habilidade de aprender. Deixa a pessoa irritada, cansada. Apaga o bom humor, perde-se a paciência, acaba com a cortesia, concentração, criatividade e memória. Provoca acidentes (200.000 mortes no trânsito todo ano, somente nos EUA). Induz ao uso de drogas e estimulantes e, além de tudo, a privação do sono engorda. Engorda as pessoas que têm esta tendência, porque desregula todo o ciclo hormonal do dia, que depende da hora em que você vai dormir.

Em pesquisa, viu-se que a redução das horas de sono afetou os níveis hormonais. Homens e mulheres tiveram um aumento médio entre 40 e 60% no indicador de inflamação, a interlucina-6 (IL-6), enquanto apenas os homens mostraram uma elevação de 20 a 30% em outro indicador de inflamação - o fator de necrose tumoral (TNF). Tanto a IL-6 quanto o TNF são citocinas - proteínas liberadas pelo corpo em resposta a um ferimento.

O sistema nervoso só tem uma forma de ser realimentado: através do sono, e na hora certa. Não existe um sono "opcional". Duas ou três horas perdidas afetarão o bom funcionamento (da pessoa) durante o dia.

A descoberta de que a falta de sono pode estimular um aumento na resposta inflamatória crônica de nível baixo é preocupante, já que esse estado tem sido associado à hipertensão, doença cardíaca e, mais recentemente, ao diabetes. Reduzir, mesmo em poucas horas, o tempo de sono, é um risco grande para a segurança pública.

Quando em nosso relógio são 18:00 - 19:00 h (horário em que, normalmente, o sol está se pondo), a glândula pineal lança na corrente sanguínea seu primeiro hormônio, a melatonina, que vai atuar sobre os músculos, fazendo com que haja um semi-relaxamento, induzindo a pessoa ao sono, "apagando" a intensidade das atividades do dia.

Essa é a primeira fase do sono, ou "sono das 9 horas". Esse seria o horário ideal para nos deitarmos.

Após a meia-noite, isto é, quando estamos em sono profundo, é lançado um segundo hormônio para que o sistema nervosos seja realimentado profundamente. Se não estivermos em sono profundo, este hormônio não será liberado. Na verdade, nosso corpo não sabe leras horas, mas sente a necessidade de ser realimentado dentro de seu próprio relógio orgânico. Ele, portanto, "pede" uma recarga durante o sono profundo. Esta recarga traz os seguintes benefícios: relaxamento, energização e nutrição do sistema nervosos, fazendo, por exemplo, com que a pele se renove. Nas crianças, este é o momento em que elas se acalmam e os ossos se alongam.

Você percebe como dormirtarde ou dormir menos afeta gravemente sua saúde física, mental e espiritual? Tem caído nessa armadilha?

O que Devemos Evitar:

- Dormir tarde da noite.
- Forçar o organismo quando está pedindo repouso, ou ingerir bebidas estimulantes nessa hora.
- Dormir com o estômago cheio (causa insônia ou pesadelos).
- Dormir durante o dia, para substituir o sono da noite (não há hormônios relaxantes durante o dia. Eles só são liberados à noite).

O que Devemos Fazer:

- Dormir na hora em que o sono vier.
- Tomar um banho morno antes de ir para a cama - de preferência banho de imersão.
- Alimentar-nos com frutas à noite, pois a digestão é mais rápida.
- Conscientizar-nos de todos esses benefícios e fazer desse assunto, um hábito.

Sobrecarga Sensorial

Qualquer um de nossos sentidos, estimulado em execesso, sobrecarrega e esgota a mente.

Estimulação Visual - TV, Vídeos, Videogames, Computador e Internet, são potentes estimulantes visuais. Criança, com menos de 2 anos, não deveria ser posta diante da TV, pois sua mente não consegue ainda assimilar a quantidade de imagens aceleradas, podendo levá-la a desenvolver transtorno de hiperatividade e déficit de atenção. Os maiores adultos jamais deveriam assistir mais do que 2 a 3 horas ao dia.

Estimulação Auditiva - As múicas "pauleras", o volume muito alto e o uso inadequado e frequente de fones de ouvido, afetam nossa química cerebral.

Estimulação Sexual (Onanismo) - A masturbação que leva a uma imaginação doentia e pecaminosa, bem como a perda da capacidade de se relacionar adequadamente com o sexo oposto, ou o abuso do sexo, mesmo entre casados, afeta a serotonina.

Alimentação Inadequada

"Os órgãos digestivos desempenham parte importante na felicidade de nossa vida. ...Pessoas que têm azia, possuem em geral má disposição. Tudo parece ser-lhes contrário, e eles são inclinados a tornarem-se mal humorados e irritáveis" - Conselhos sobre o Regime Alimentar, pág 112.

Fatores que levam a uma Alimentação Inadequada:

- Estimulação do paladar pelo uso de condimentos como pimenta e vinagre, alimentos muito gelados ou muito quentes, bebidas gasosas, doces concentrados.

- Bebidas estimulantes cafeinadas como chocolates, alguns refrigerantes, chás (chá-mate, chá-preto, chá-verde).

- Comer nos intervalos, comer em excesso, comerem horários irregulares, ingerir grande variedade de alimentos em uma só refeição.

- Usar alimentos refinados (pão branco, bolachas, bolos, farinha de trigo refinada) em excesso, sem compensar a falta de fibras desse salimentos ou ingerir alguns alimentos integrais no dia-a-dia.

"A variedade de alimentos numa mesma refeição produz indisposição. ... Criam-se perturbações mediante combinações impróprias de alimentos; há fermentação; o sangue fica contaminado e o cérebro confuso" - Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág 110.

Esses hábitos são causas de alterações na serotonina. São hábitos de todo o mundo, mas o Senhor pede que, com firmeza de propósito e por meio de Seu poder, vivamos diferente de "como vivem as pessoas deste mundo" (Rom 12:2 - NTLH).

Guerra Química

Estamos verdadeiramente envolvidos numa guerra química, e nosso inimigo conhece muito bem o funcionamento do cérebro, e está decidido a nos destruir, enquanto nosso pai Celestial se empenha em construir nossa felicidade presente e futura.

Domínio do mundo pela Intemperança

"...Foi-me mostrado que a intemperança prevaleceria no mundo numa proporção alermante e que cada um que pertence ao povo de Deus deve tomar uma elevada posição quanto à reforma dos hábitos e práticas" - Conselhos sobre o Regime Alimentar, pág 481.

"Quando a mente de um homem é posta em comunhão com a mente de Deus, o finito com o Infinito, o efeito sobre o corpo, a mente e a alma vai além do admissível. Em comunhão tal é encontrada a mais alta educação. É o método de desenvolvimento usado por Deus. "Une-te, pois a Ele", é a mensagem do Senhor à humanidade. Jó 22:21" - Atos dos Apóstolos, pág 126.

Extraído do 2º SEE - Seminário de Enriquecimento Espiritual da Igreja Adventista. Apostila Saúde e Adoração.



Escrito por Mario Jr às 15h17
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Como sou cristão e acredito piamente no retorno de Jesus a este mundo, acrei relevante deixar esse artigo para aqueles que creem como eu. Achei muito relevante.

Seis Fatos importantes sobre a segunda vinda de Jesus

Por Marvin Moore

Minha esposa pode dizer-lhe que sempre quando ela sai por algumas horas, eu começo a ficar preocupado quando ela não volta para casa no tempo em que eu esperava que ela voltasse. Felizmente, na maioria das vezes ela tem o seu telefone celular com ela, e ela me chama ou eu lhe ligo para saber sobre sua situação.

Contudo, ocasionalmente, ela se esquece de levar o celular, quando sai de casa. Quando isso acontece, e eu penso que ela estaria em casa por volta das 08:00, se ela ainda não voltou às 9:00, eu fico preocupado, e lá pelas 10:00 estou pensando se devo chamar a polícia para ver se houve um acidente na área. Eu nunca realmente fiz essa chamada, mas eu estive perto de fazê-la cerca de uma ou duas vezes.

Eu não me importo que minha esposa saia, ainda que seja tarde para estar fora, contanto que eu saiba os fatos, onde ela está, a causa de qualquer demora no seu retorno, quando eu posso esperar sua volta, etc. Minha esposa aprendeu que sou muito preocupado sobre sua segurança, portanto, se ela se atrasar, ela vai me telefonar e me deixar saber o que está acontecendo. E, claro, eu realmente aprecio isso.

Isto ilustra de uma maneira pequena a preocupação que nós, cristãos, por vezes, temos sobre o retorno de Cristo à Terra. E, como com a minha preocupação com minha esposa, os fatos devem ajudar a tranqulizar nossas mentes. A seguir estão listados seis fatos importantes que você vai achar útil saber sobre a segunda vinda de Cristo.

Quando Jesus virá

Os discípulos de Jesus perguntaram-lhe um dia: "qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?” (Mateus 24:3). Jesus respondeu a essa pergunta de duas maneiras.

Fato 1: Não sabemos quando Jesus virá. Durante o século passado, vários grupos e indivíduos definiram datas para a segunda vinda de Jesus, entre elas: 1914, 1964, 1988 e 1994. Durante a década de 1990, algumas pessoas previram que Jesus voltaria por volta do ano 2000. No entanto, Jesus disse: "Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai" (Mateus 24:36).

Portanto, é inútil definirmos datas para a segunda vinda de Jesus ou ficarmos animados sobre outras datas definidas. Muitas pessoas ficam decepcionadas quando a data esperada passa e nada acontece, e abandonam todas as esperanças no retorno de Jesus.

Fato 2: Nós podemos saber quando Sua vinda está próxima. Jesus disse, no entanto, que podemos saber quando Sua vinda está próxima, assim como sabemos que o verão está próximo, quando vemos as folhas brotando nas árvores (Mateus 24:32-33). E Ele nos deu vários sinais pelos quais podemos saber isso.

Um desses sinais é a pregação mundial do evangelho. "Este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações", Ele disse, "e então virá o fim" (Mateus 24:14).

Nós, humanos, nunca saberemos quando cada pessoa na Terra teve a oportunidade de ouvir a boa notícia sobre Jesus e Sua oferta de vida eterna a todos os que nEle crêem. Mas um ponto é muito evidente - é mais fácil hoje do que tem sido em qualquer outro momento na história humana compartilhar a boa notícia com todos os seres humanos. Pense nisso: TV, rádio, livros, revistas e jornais, e agora a Internet e a World Wide Web!

A Bíblia também diz que pouco antes do retorno de Jesus, o mundo estará muito fascinado com o espiritismo e a comunicação com espíritos demoníacos. Por exemplo, Jesus disse que antes de seu retorno "aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos" (Mateus 24:24). Em uma passagem semelhante em Apocalipse, João disse que os "espíritos de demônios que realizam sinais milagrosos" irão reunir os reis da terra para a batalha do Armagedom (Apocalipse 16:14-16). E Paulo disse que no tempo da volta de Jesus, Satanás exibirá "...todo poder, e sinais, e prodígios da mentira" (2 Tessalonicenses 2:9).

É significativo, eu acredito, que hoje nós vemos um rápido crescimento no interesse pelas canalizações e outras formas de comunicação com os chamados mortos da Nova Era. Este é um sinal da breve volta de Jesus, e é também um aviso de que não devemos aceitar fazedores de milagres, simplesmente porque eles parecem ter poderes sobrenaturais. Satanás pode operar milagres, e ele realiza seus milagres para enganar as pessoas.

Como Jesus Virá

Jesus predisse que, antes de Seu retorno impostores irão aparecer em vários lugares do mundo, alegando ser ele. "Cuidado", ele disse. "Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos". É por isso que Ele advertiu: "se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis" (Mateus 24:4, 5, 26).

Felizmente, ninguém precisa ser enganado. Existem três maneiras que você pode reconhecer o verdadeiro Jesus quando Ele vier.

Fato 3: Sua vinda será um evento público. Por um lado, a vinda de Jesus será o acontecimento mais público da história do mundo. A Bíblia diz: "Todo olho o verá" (Apocalipse 1:7), e o próprio Jesus disse: "assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem" (Mateus 24:27).

Não somente a vinda de Jesus será visível, mas também será muito, muito audível. Paulo disse: "Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus" (1 Tessalonicenses 4:16). E disse a igreja em Corinto que "...a trombeta soará..." na segunda vinda de Jesus (1 Coríntios 15:52).

Fato 4: Ele virá nas nuvens. Jesus também disse que Ele virá "sobre as nuvens do céu" (Mateus 24:30), fato que se repete várias vezes no Novo Testamento. Por exemplo, no Apocalipse, João escreveu: "Eis que vem com as nuvens" (Apocalipse 1:7). Mais tarde, em uma visão real da segunda vinda de Jesus, João disse: "Olhei, e diante de mim estava uma nuvem branca e, assentado sobre a nuvem, alguém semelhante a um filho de homem" (Apocalipse 14:14).

Fato 5: Os mortos serão ressuscitados para a vida. Jesus disse: "...está chegando a hora em que todos os que estiverem nos túmulos ouvirão a sua voz" (João 5:28-29). Aqueles que tiverem feito o bem "ressuscitarão para a vida" (versículo 29). Jesus não disse exatamente quando isso vai acontecer, mas Paulo explicou que vai acontecer na segunda vinda de Jesus: "O próprio Senhor descerá do céu. . . e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro" (1 Tessalonicenses 4:16).

Como Estar Preparado

A próxima pergunta é importante, como eu e você podemos estar prontos para a volta de Jesus? E a resposta é o sexto fato importante que precisamos saber sobre a Sua segunda vinda.

Fato 6: Você pode estar pronto. Mesmo algumas pessoas que pensam que estão prontas para a segunda vinda de Jesus vão descobrir que não estão. Ele advertiu, "Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus" (Mateus 7:21).

Então, o que devemos você e eu fazer para estarmos prontos na vinda de Jesus?

Em primeiro lugar, devemos reconhecer as coisas erradas que fizemos e torná-las certas. Se tivermos prejudicado alguém, devemos fazer as pazes. E ainda que Deus não exija de nós que vençamos todos os nossos maus hábitos antes que Ele nos aceite, ele quer que nós os reconheçamos e os deixemos de lado a fim de superá-los. A Bíblia chama isso de "arrependimento" e "confissão". Temos também de aceitar a morte de Jesus na cruz por nossos pecados e pedir a Ele para perdoar estes pecados.

Quando temos satisfeitas todas estas condições, Deus faz duas coisas para nós. Em primeiro lugar, Ele nos perdoa. E segundo, Ele transforma nossas mentes e emoções de modo que as coisas más que uma vez amamos agora detestamos e as coisas boas que antes detestávamos agora amamos. Os cristãos chamam isso de "Novo Nascimento".

A Esperança da Vinda de Jesus

Você está cansado de dor e sofrimento, doença e morte? Deus promete que no novo lar que Jesus está preparando para nós "Ele enxugará toda lágrima de seus olhos. Não haverá mais morte, nem luto, nem choro, nem dor, porque as primeiras coisas passaram" (Apocalipse 21:4).

Quando Jesus vier, os seus amigos e entes queridos que eram fiéis e, morreram serão ressuscitados para a vida. Eles vão se juntar com o povo de Deus que ainda estará vivo na terra e serão "arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares" (1 Tessalonicenses 4:17). Não admira que a Bíblia nos convide a encorajar uns aos outros com estas palavras (versículo 18).

Você não gostaria de estar pronto para encontrar Jesus quando Ele vier? Tudo que você tem a fazer é pedir para Ele entrar em sua vida.

O melhor de tudo é que você pode fazer esta oração agora mesmo !

Artigo de Marvin Moore, publicado na Revista Signs of The Times Jun/2010. Traduzido pelo blog www.setimodia.wordpress.com



Escrito por Mario Jr às 10h14
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Dez lições que Obama pode tirar do governo Bush

 Navegando pela net, encontrei esses conselhos, os quais acho bom de serem lidos:

 

O jornalista Bob Woodward, que ficou famoso no caso Watergate, preparou para o Washington Post uma lista com erros de Bush que o seu sucessor na Presidência dos EUA, Barack Obama, não deve cometer.

1. O presidente é quem dá o tom da sua administração. Ele não deve ser passivo ou tolerar divisões perigosas dentro do governo. Não foi o que Bush fez em 2002 quando Condoleezza Rice e o então secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, desentenderam-se na sua frente a respeito de documentos secretos sobre o Iraque. O presidente se limitou a dizer: "Vou deixar vocês resolverem isso".

2. O presidente deve insistir para que todos em sua equipe falem abertamente o que pensam na frente uns dos outros, mesmo -- ou principalmente -- quando há fortes discordâncias. Não foi essa a atitude de Bush quando Colin Powell concluiu que Saddam Hussein e Osama bin Laden não estavam ligados e Dick Cheney discordou. A discordância nunca foi levada a uma reunião entre Bush, Powell e Cheney.

3. Um presidente deve fazer o dever de casa e se interar das idéias e dos conceitos fundamentais que estão por trás das suas políticas. O general que comandou o Exército norte-americano no Iraque de 2004 a 2007 chegou a dizer que Bush carecia da mais básica compreensão sobre o significado da guerra do Iraque. Para George W. Casey Jr., Bush viu a guerra como uma batalha convencional, e não como uma campanha para conquistar a população iraquiana.

4. O presidente precisa exigir franqueza e se assegurar de que as más notícias chegarão ao salão oval. Essa não foi a postura de Bush quando o primeiro oficial do Exército dos EUA encarregado da reconstrução do Iraque, Jay Garner, relatou ao presidente que em 70 reuniões com os iraquianos eles sempre diziam: "Deus abençoe o Sr. George Bush".

5. O presidente precisa formar uma cultura de ceticismo e dúvida. Presidentes não precisam viver em dúvida, mas devem aprender a gostar dela. A dúvida não é inimiga da boa política. Ela pode ajudar líderes na avaliação de alternativas, na tomada de grandes decisões e, mais tarde, na correção de rumos, caso seja necessário.

6. Um presidente recebe informações contraditórias e precisa de um método rigoroso para ordená-las e classificá-las. No período de 2004 a 2006, a CIA advertiu que o Iraque estava ficando mais violento e instável. Já o Pentágono manteve o otimismo. Woodward diz que, até onde ele sabe, Bush jamais procurou esclarecer esse conflito de informações.

7. O presidente deve sempre dizer a mais dura verdade aos cidadãos, mesmo que isso signifique dar uma péssima notícia. Ao longo dos anos depois da invasão do Iraque, Bush insistiu nas avaliações otimistas da guerra. Em 2006, o presidente chegou a dizer: "Sem dúvida, estamos vencendo". Isso em uma época na qual bastava qualquer um ligar a TV para saber que as coisas no Iraque iam de mal a pior.

8. O presidente deve saber: motivos justos não são garantia de políticas eficazes. Em seu discurso inaugural, Bush prometeu "o fim da tirania no mundo". Depois disse que "o futuro e a segurança dos EUA dependem da disseminação da liberdade". Para Woodward, ele queria realmente levar a democracia ao Afeganistão e ao Iraque.

9. O presidente deve insistir para que sua equipe pense de forma estratégica. No Afeganistão e no Iraque, o planejamento para o combate foi adequado, mas pouca atenção foi dispensada ao que viria depois da queda do regime Talibã e de Saddam Hussein, respectivamente. Algumas decisões estratégicas chegaram mesmo a ser tomadas no campo de batalha, sem a participação do Conselho de Segurança Nacional e do próprio presidente.

10. Por fim, o presidente deve agir com transparência. O que acontece nos bastidores da Casa Branca sempre acaba vindo a público segundo alguma versão -- e será melhor para todos se essa versão for a mais precisa possível.

Disponivel em:http://www.opiniaoenoticia.com.br/interna.php?id=21366



Escrito por Mario Jr às 19h30
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Crise é isso a..qui!!??

Olhando o que se comenta na net sobre a crise financeira, achei no bloque do jornalista Cláudio Gradilone algo que representa bem as bases da crise financeira internacional: a falta de controle pelas entidades controladoras do mercado financeiro. Ou seja, o próprio governo americano deu um tiro no pé...agora, cambaleia rumo ao chão frio. Mas, vamos a informação.

Bernard Madoff - A maior fraude da história


Bernard Madoff. Guarde este nome. Daqui a alguns anos, ele vai ser lembrado com o autor do maior esquema Ponzi da história do mercado financeiro internacional, que gerou prejuízos de 50 bilhões de dólares.

Só para recordar. Em 1920, Charles Ponzi, um imigrante italiano nos Estados Unidos, descobriu uma maneira de ganhar dinheiro com vales postais. Havia uma diferença de preço entre selos americanos comprados nos Estados Unidos e vales postais – que poderiam ser trocados por selos americanos – comprados na Europa, especialmente na Itália e na Espanha.

Ponzi começou a comprar e vender vales para ganhar com essa diferença, uma típica operação de arbitragem que rendeu, no começo, mais de 50% em apenas 45 dias. Tamanho sucesso, claro, atraiu interessados, que depositaram seu dinheiro com Ponzi par ele comprar cadavez mais vales postais na Europa. Ao final do processo, pouco antes do esquema desmontar, Ponzi tinha comprado 160 milhões de vales postais, mas tinha adquirido apenas 27 000 selos. Todo o resto era espuma, uma maneira de pagar os investirores mais antigos com o dinheiro dos novos que entravam. Uma típica pirâmide.

Bernard Madoff fez algo parecido, só que operando com bilhões de dólares que, pretensamente, iriam para fundos de hedge e seriam investidos em derivativos. Na verdade, o executivo, ex-presidente do mercado eletrônico de ações Nasdaq, havia montado uma pirâmide que envolveu alguns dos maiores bancos do mundo. Instituições sólidas como o francês BNP Paribas e o japonês Nomura investiram cerca de 24 bilhões de dólares na empresa de Maddof, a Bernard L. Madoff Investment Securities LLC, em Nova York. As autoridades agora se perguntam para onde foi todo o dinheiro.

Madoff, de 70 anos, trabalhava com seus dois filhos, Mark e Andrew. Eles procuraram as autoridades depois que o pai confessou, no dia 10 de dezembro que a estrutura montada para pretensament administrar dinheiro era "uma grande mentira", e que, dos mais de 50 bilhões de dólares investidos, só restavam 300 milhões nas contas da empresa.

Madoff foi preso no dia 11 de dezembro e liberado no mesmo dia com uma fiança de 10 milhões de dólares, paga por sua esposa e garantida por seu apartamento em Manhattan. Encontra-se em local ignorado, e seus advogados não fazem comentários.

Perto dos problemas bancários, um escândalo de 50 bilhões de dólares soa dolorosamente irrelevante. O problema, aqui, é que esse escândalo mostra como as estruturas de controle e custódia são falhas nos Estados Unidos, podendo lançar mais uma sombra de desconfiança em um mercado perturbado por inúmeras crises.

Por Cláudio Gradilone
Publicado em 15/12/2008 - 18:56    In:http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/listar1.shtml


Escrito por Mario Jr às 22h11
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Dúvidas de um filhote de camelo.

Minha chefa contou a  história abaixo. É muito boa e vale a pena refletir:

Uma camela e seu filhote estavam à toa, quando de repente o bebê camelo perguntou:

– Mãe, mãe, posso te perguntar umas coisas?

– Claro! O que está incomodando o meu filhote?

– Por que os camelos têm corcova?

– Bem, meu filhinho, nós somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água!

– Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas?

– Filho, certamente elas são assim para permitir caminhar no deserto. Sabe, com essas pernas eu posso me movimentar pelo deserto melhor do que qualquer um!

– Tá... Então, por que nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão.

– Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto!

– Aham! – concordou o camelinho - Então a corcova é para armazenar água enquanto cruzamos o deserto, as pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger meus olhos do deserto.

– Isso mesmo, meu filho!

– Então o que a gente tá estamos nesse tal de Zoológico?

Moral da história: "Não adianta você ter tudo se você não está no lugar certo!"



Escrito por Mario Jr às 21h38
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Apenas a noite passar.

 

Há dias que parecem noite, e daquelas mais frias e demoradas. Um medo se abate sobre a alma, e parece difícil ver além do negrume. O que realmente consola é saber que a luz do Sol, da Verdadeira Justiça de Deus, brilha mais forte, acima de tudo isso. Que conforto, paz e certeza para essas horas.

 

Há um poema, que foi citado na ultima edição da revista Ministério (ed. Maio/Junho 2007), que foi um conforto para momento difíceis pelos quais passei. Quero compartilhá-lo, para que traga conforto a outros.

 

Fica comigo

 

Fica comigo, desce depressa a escura noite; as trevas se aprofundam.

Senhor, fica comigo, quando falham outras ajudas e o consolo foge.

Ajuda aos desesperados, oh, fica comigo!

 

Rápida se aproxima o fim da breve vida.

O júbilo terreno diminui, sua glória passa.

Mudança e decadência em tudo vejo ao meu redor.

Oh, Tu que não mudas, fica comigo!

 

Tua presença quero a cada instante do dia.

Só a Tua graça pode anular o poder do tentador.

Quem, senão Tu, poderia guiar-me e ficar comigo?

Na nuvem ou no sol, oh, fica comigo!

Mostra-me Tua cruz, ante meus olhos que se fecham.

Brilha na tristeza, e mostra-me os Céus.

Irrompe a manhã do céu e as sombras terrenas fogem.

Na vida ou na morte, Senhor, fica comigo!

Fica comigo, Senhor!

 



Escrito por Mario Jr às 15h54
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